Aborto não é um risco à saúde mental mas gravidezes indesejadas sim, segundo estudo

LONDRES – O aborto não aumenta a possibilidade de uma mulher desenvolver problemas de saúde mental, de acordo com a revisão de uma agência de saúde britânica, de dezenas de estudos em todo o mundo nos últimos 20 anos.

Entre as mulheres com gravidezes indesejadas, aquelas que tiveram abortos não eram mais propensas a sofrer de problemas como ansiedade ou depressão do que as mulheres que deram à luz, concluiu a análise do U.K.’s National Collaborating Centre for Mental Health.

A pesquisa oferece “notícia tranquilizadora” de que o aborto não causa problemas de saúde mental, mas alerta que os agentes de saúde devem ficar atentos ao problema da gravidez indesejada,  disse o Dr. Tim Kendall, diretor do centro.

É provável que o relatório seja recebido com ceticismo por aqueles que se opõem à prática e acreditam que interromper uma gravidez pode desencadear depressão ou outras doenças mentais.

Kendall declarou que os problemas mentais pareciam estar ligados especificamente à gravidez indesejada, em vez de ao aborto.

Cerca de 11 a 12 por cento das mulheres em geral sofrem de problemas de saúde mental, como ansiedade ou depressão, mas entre as mulheres com gravidezes indesejadas esse número cresce para cerca de 1/3, disse ele. Para as mulheres que mais tarde tiveram um aborto, não foi encontrado nenhum indicativo de aumento na taxa de problemas mentais.

“Nós deveríamos estar observando o que torna a fase da gravidez indesejada tão problemática”, disse ele. “Precisamos ajudar essas mulheres o mais cedo possível para que não sejam expostas a um risco maior.”

Kendall e colaboradores revisaram 44 estudos realizados em todo o mundo de 1990-2011, que incluiu milhões de mulheres com gravidezes não desejadas a partir de fontes, incluindo sistemas nacionais de saúde e bancos de dados seguros.

Eles concluíram que a melhor maneira de prever se as mulheres teriam um problema psiquiátrico após um aborto era se elas tinham problemas mentais antes de engravidar. Kendall falou da possibilidade de mulheres com problemas de saúde mental depois de uma gravidez indesejada apresentarem um maior risco de engravidar ou de que uma gravidez indesejada agravasse sua saúde mental.

A revisão foi lançada sexta-feira pela Britain’s Academy of Medical Royal Colleges and the Royal College of Psychiatrists. Foi pago pelo departamento de saúde  do Reino Unido.

Dr. Kate Guthrie, porta-voz do Royal College of Obstetricians and Gynecologists, declarou em um comunicado que era  a chave no atendimento que a equipe de cuidados de saúde prestava, o acompanhamento cuidadoso  das mulheres vulneráveis a problemas de saúde mental depois da interrupção de uma gravidez. Ela não estava conectada à revisão.

Guthrie disse que o grupo recentemente revisou as suas próprias orientações sobre o aborto para destacar a necessidade de trabalhadores de saúde orientar  às mulheres sobre a “gama de respostas emocionais”, que podem ser experimentadas durante e após um aborto.

In  http://www.huffingtonpost.com/2011/12/09/abortion-mental-health_n_1138545.html

Tradução Arttemia Arktos

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2 Comentários (+adicionar seu?)

  1. yume
    maio 24, 2012 @ 15:08:06

    Uma sugestão para ser discutida: os homens “feministas” que ecsrevem blogs tipo “Papo de Homem”,que pregam a exploração sxeual feminina sob aalcunha de “liberdade feminista”.

    Se há uma dificuldade extrema em fazer a mulher brasileira enchergar sua vulgarização como problemática,grande culpa é devido á estes “feministas”

    • arttemiarktos
      maio 25, 2012 @ 21:38:03

      A única liberação (não libertação, pois liberdade significa poder dizer sim ou não a fazer sexo) “feminista” que homens machistas ou pseudo-pró-feminismo aceitam é a sexual, de preferência com a mulher assumindo por “livre escolha” seu lugar designado pelos homens como objeto sexual, pois para os homens, mulheres existem apenas para servi-los sexualmente

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