Livros Feministas


O que é feminismo

O segundo sexo I Simone de Beauvoir

O segundo sexo II Simone de Beauvoir

A Mistica feminina Betty Friedan

A vindication of the rights of women Mary Wollstonecraft

Memórias da transgressão Glora Steinem

Teoria feminista Andrea Nye

Politica Sexual Kate Millet

A mulher eunuco

Um amor conquistado Elisabeth Badinter

O mito da beleza Naomi Wolf

Gordura é uma questão feminista Susie Orbach

Backlash Susan Faludi

O feminismo mudou a ciencia Londa Schienbinger

Genero corpo conhecimento Jaggar e Bordo

Genero sexualidade e educação Guacira Lopes

Corpo feminino em debate Matos e Soihet

Genero e ciencias humanas Neuma Aguiar

Marcadas a ferro vários autores

Olhares feministas vários autores

Luta, substantivo feminino

Genero feminismos e ditaduras no cone sul

Reflexoes feministas sobre informalidade e trabalho doméstico

Os monólogos da vagina Eve Ensler

Mulheres de Cabul

Pão e Rosas Andrea D’atri

Eu nem imaginava que era estupro Robin Warshaw

Sexualidade da mulher brasileira: corpo e classe social no Brasil Rose Marie Muraro

The Industrial Vagina:  The political economy of the global sex trade  Sheila Jeffreys

Feminismo e luta das mulheres

Creches públicas garantir o direito das mulheres ao trabalho e ao estudo

Por uma vida sem violência

Where We Stand Class Matters – bel hooks

We Real Cool Black Men Masculinity – bell hooks

Feminism is for Everybody bell hooks 

Against pornography _ 1 of 5

Against pornography _ 2 of 5

Against pornography _ 3 of 5

Against pornography _ 4 of 5

Against pornography _ 5 of 5

Our Blood – Andrea Dworkin

Andrea Dworkin I

Andrea Dworkin II

Andrea Dworkin III

Andrea Dworkin IV

Andrea Dworkin V

Against Our Will

Feminist Thought a More Comprehensive Intro

Theorizing Patriarchy – Sylvia Walby

A dialética do sexo – parte I e parte II

Textos interessantes:

O cálice e a espada Riane Einsler

F.A.Q. Feminista

O Dilema do Homem Branco – A procura do que deve ser destruído – Maria Mies

Quando feministas tomam conta de homens

Mulher, Povo Colonizado

Feminilidade, Heterossexualidade e a Síndrome de Estocolmo

Adeus a Tudo Isso de Robin Morgan

Lei Maria da Penha

Convenção sobre a eliminação de todas as formas de discriminação contra a mulher

Prostitution is sexual violence

Coletânea de textos sobre feminismo

Igualdade de oportunidades para as mulheres Eva Alterman Blay

As guerras religiosas contra as mulheres _excerto de A guerra contra as mulheres de Marilyn French

A origem da família da propriedade privada e do estado Engels

O que acontece com a vida das mulheres que tiveram um aborto negado?

28/09 _ Dia Latinoamericano pela legalização do aborto na América Latina e Caribe

Mitos e fatos sobre violência sexual

Como as ações feministas e as ações antiprostituição estão realmente interligadas?

A pornografia é uma questão da esquerda

Legalização da Prostituição ou Institucionalização da Escravatura Sexual?

Prostituição e tráfico de seres humanos

8 de março, dispensamos a rosa. Preferimos respeito e igualdade!

Mulheres negras recebem até 172% menos

Sexismo na linguagem: algumas notas

Sexismo hostil e benevolente: inter-relações e diferenças de gênero

Do “cliente” ao proxeneta, a banalização da prostituição

Sim, pornografia é racista

A violência contra a mulher e o capitalismo

Prostituição: Direitos das Mulheres ou Direitos SOBRE as Mulheres?

O que é machismo?

Por que feminismo radical?

A dominação masculina

Infiel Ayaan Ali

Um teto todo seu

Uma Conversa Sobre Questão Trans

Uma Crítica Feminista ao Cisgênero – Elizabeth-Hungerford1-1

Tradução – Introdução de “Radical Feminism Today”

Feminismo Radical História Política Ação – Robyn-Rowland-e-Renate-Klein-parte

Por que feminismo radical?


Porque os orgasmos dos homens não são mais importantes que:

bebês.
animais.
as mulheres.
sanidade.
direitos humanos.
objetos inanimados que os homens fetichizam.

Porque as mulheres não são:

matrizes de reprodução.
empregadas domésticas.
bonecas de prazer.
prostitutas felizes.
objetos.
vagabundas, vadias *.
sujas.
a raiz de todo mal.
sacos de pancada.
perfeitas vítimas de assassinato.
santas.
putas.

Porque a prostituição não é:

empoderador.
uma escolha.
uma maneira rápida e fácil de ganhar dinheiro.
um caminho mais fácil.
não traumatizante.
uma questão de consentimento.
um trabalho como qualquer outro.
bom para algumas mulheres.
trabalho.

Porque ser mulher não é redutível a:

O que veste.
os nossos penteados.
o que nós consumimos.
o tamanho do nosso corpo.
quão forte nós somos.
uma performance.
uma idéia na cabeça de um homem.
que tipo de veículo dirigimos.
se nós pintamos nossas unhas ou não.
se nós amamos as mulheres ou homens ou ambos ou nenhum.
estereótipos.

Porque as crianças não são:

trabalhadoras infantis do sexo.

Porque vítimas de tráfico sexual não são:

Profissionais do sexo migrantes.

* Nenhuma mulher é uma vadia, nem mesmo VOCÊ,  ‘vadia’ das marchas.

In Anti-porn Feminists

Tradução: Arttêmia Arktos

Textos relacionados:

Radical feminism: Just making it up as we go along.

Feminismo Radical História Política Ação – Robyn-Rowland-e-Renate-Klein-parte

Introdução de “Radical Feminism Today”
Denise Thompson

Feminismo Radical – Texto Espanhol

Feminismo radical

Política Sexual – Kate Millet

A dialética do sexo – parte I e parte II

Shulamith Firestone e os papéis atribuídos às mulheres

A Humanidade não é uma espécie animal é uma realidade histórica

Shulamith Firestone e o materialismo dialético

Feminilidade, Heterosexualidade e Sindrome de Estocolmo

Adeus a tudo isso

A guerra religiosa contra as mulheres – excerto de A guerra contra as mulheres de Marilyn French

Porno-facismo: a pornografia como educação para a guerra

Destruindo o argumento machista de que as feministas odeiam os homens

Feminismo Radical – livros e textos para entender. Coletânea

Não coloque seu namorado na frente das suas companheiras de luta – como o heterocentrismo no feminismo machuca mulheres

Ah, Pinóquio

Falando Sobre Gênero

Teoria Queer e Violência Contra a Mulher – Sheila Jeffreys

Como as Políticas do Orgasmo Sequestraram o Movimento Feminista – Sheila Jeffreys

Introdução de “Unpacking Queer Politics” Sheila Jeffreys

Uma Conversa Sobre a Questão Trans

Uma Crítica Feminista ao “Cisgênero” Elizabeth Hungerford

Políticas Identitárias Lésbicas

A desconstrução enquanto destruição das mulheres

O que significa ser uma feminista radical

Relembre, resista, não se conforme! – ANDREA DWORKIN

Sexismo na linguagem: algumas notas


Teresa Meana Suárez

Não é necessário o uso de @ para incluir as mulheres. Tem soluções mais criativas para transformar a linguagem. E quando transformarmos a linguagem transformaremos a realidade.
Teresa Meana Suárez

Lembro com tanta nitidez que parece que foi ontem, mas faz quase trinta anos. Seria aproximadamente 1973 e estávamos numa assembléia na Faculdade de Filosofia, em Oviedo. Havia muita gente e muita confusão e alguém -um homem, claro- gritou: Caralho! Isto é uma assembléia ou o que? Outro -um fascista, claro- advertiu: Cuidado com as palavras, tem senhoritas presentes!

Foi exatamente assim e, naturalmente, a advertência do fascista foi acolhida com um certo regozijo geral. Como naqueles tempos de forte luta contra a ditadura de Franco as assembléias tinham turnos intermináveis de falas, passou-se um longo tempo, com as mais diversas intervenções. No final, se levantou Begoña -uma amiga feminista- e falou: Eu só quero dizer uma coisa: Caralho! A mim, feminista, desde que me lembro, aquilo me fascinou. Senti que Begoña acabava de nos devolver a todas a voz, a existência. Éramos de novo pessoas -como eles- e não “senhoritas” e tínhamos direito a palavra. A todas as palavras. Na luta por existir, se queríamos ser reconhecidas e nomeadas no “seu” mundo, tínhamos que adotar a “sua” linguagem. Begoña acabava de afirmar em voz alta: a língua também era nossa. Conto esse fato para tentar explicar o apaixonante processo, o caminho recorrido neste mais de vinte e cinco anos de atuação do movimento feminista no tema do sexismo na linguagem. Um trajeto em que nos conscientizamos de que tomar a parte da língua que nos negava equivalia a aceitar o silêncio. Também aprendemos, como assinala Christiane Olivier, que se utilizamos a linguagem considerada “universal”, que é o masculino, falamos contra nós mesmas.

SILENCIADAS, DESPREZADAS

Na luta por essa linguagem que nos representasse às mulheres e que enfrentasse o sexismo lingüístico, passamos por diferentes etapas. No princípio tratamos apenas de detectá-lo. Nunca o havíamos notado e não éramos conscientes de como a linguagem nos discriminava. Começaram a surgir os estudos e os trabalhos sobre o tema.

Concretizamos o sexismo em dois efeitos fundamentais: o silêncio e o desprezo. Por um lado, o ocultamento das mulheres, nosso silêncio, nossa não existência. Estávamos escondidas detrás dos falsos genéricos: esse masculino que, havíamos aprendido na escola, “abarca os dois gêneros”. E também estávamos ocultas detrás do salto semântico. Devemos a Álvaro García Meseguer a definição desse erro lingüístico devido ao sexismo: expressado naquilo de “todos na vila baixaram até o rio para recebê-los, ficando na aldeia apenas as mulheres e as crianças. Então, quem baixou? Somente os homens?

Por outro lado estava o desprezo, o ódio em direção às mulheres. Se manifestava nos duplos aparentes (governante/governanta, verdureiro/verdureira, frio/fria, etc.), nos vazios léxicos, nos adjetivos, advérbios, refrãos e frases feitas, etcétera., etc., etc.

SURGEM MIL E UMA SOLUÇÕES

Depois de detectar o sexismo na linguagem, começaram a aparecer diferentes recomendações para um uso não sexista da língua. Desde meados dos anos 80 o feminismo avança em estratégias para combater tanto o silêncio como o desprezo, e as soluções vão se aperfeiçoando e se redigindo novas instruções. Até 1994 aparece na Espanha o livro Nombra, elaborado pela Comissão Assessora para a Linguagem do Instituto da Mulher, verdadeiramente esclarecedor e útil.

As possibilidades que nos coloca são realmente variadas, criativas e diversas. Frente aos difíceis e contínuos (o/a, o (a), o-a) nos oferecem: a utilização de genéricos reais (vítimas, pessoas, vizinhança -e não vizinhos-, ‘população valenciana’ -e não ‘valencianos’). Também o recurso aos abstratos (a redação e não os redatores, a legislação e não os legisladores). Mudanças também nas formas pessoais dos verbos ou dos pronomes (no lugar de Na Pré-história os homem viviam… podemos dizer os seres humanos, as pessoas, as mulheres e os homens e também na Pré-história se vivia… ou na Pré-história vivíamos…).

Outras vezes podemos substituir o suposto genérico homem ou homens pelos pronomes nós, nosso, nossa, nosso ou nossos (É bom para o bem-estar do homem… substituído por É bom para o nosso bem-estar…). Outras vezes podemos mudar o verbo da terceira para a segunda pessoa do singular ou para a primeira do plural sem mencionar o sujeito, ou colocar o verbo na terceira pessoa do singular precedida pelo pronome se (‘Se recomenda aos usuários que utilizem corretamente o cartão’ … substituído por ‘Recomendamos que utilize seu cartão corretamente…’ ou ‘Se recomenda o uso correto do cartão’). Ou ainda as mudanças do pronome impessoal (‘Quando um se levanta’ ficaria ‘Quando alguém se levanta’ ou ‘Ao levantarmos’ e também mudaríamos ‘O que tenha passaporte ou Aqueles que queiram…’ por ‘Quem tenha passaporte…’ ou ‘Quem queira…’).

Também temos recomendações para corrigir o uso androcêntrico da linguagem e evitar que não se nomeiem as mulheres como dependentes, complementos, subalternas ou propriedades dos homens (Os nômades se transportavam com seus utensílios, gado e mulheres, Se organizavam atividades culturais para as esposas dos congressistas. Às mulheres lhes concederam o voto depois da Primeira Guerra Mundial), oferecendo-nos múltiplas e variadas soluções. E assim mais, muito mais.

A LINGUAGEM NÃO É NEUTRA

Já existiam duas posturas distintas no movimento feminista acerca dessas questões. As que defendem a posição de que as mulheres devemos apropriar-nos do genérico e considerar específico aos homens. Por exemplo: num centro de ensino seríamos –mulheres e homens- professores, e se nos referimos a Juan, diríamos professor homem e a Ana poderíamos dizer ela é o melhor professor do instituto. A outra posição é das que pensamos que o genérico não é universal. Seguindo com o exemplo anterior: eles e nós seríamos o professorado ou as professoras e professores.

A primeira postura se expressa assim: O genérico, o neutro, o universal é patrimônio de todos. Deve-se denunciar a falsa universalidade, mas também se deve reivindicar a participação das mulheres no universal. Nós pensamos que não é certo que o genérico seja patrimônio comum. Os vocábulos em masculino não são universais por não englobar às mulheres. É um fato que nos excluem. Diz-se que são universais porque o masculino se ergueu ao longo da história na medida do humano. Assim os genéricos se confundem com os masculinos.

QUEREMOS NOMEAR A DIFERENÇA
Ademais, pensamos assim porque queremos nomear o feminino, nomear a diferença. Dizer meninos e meninas ou mães e pais não é uma repetição, não é duplicar a linguagem Duplicar é fazer uma cópia igual à outra e este não é o caso. A diferença sexual já está dada, não é a língua quem a cria. A linguagem apenas a nomeia, uma vez que existe. Nomear essa diferença é não respeitar o direito à existência e à representação dessa existência na linguagem.

García Meseguer diz que de uma maneira simplista as duas posições poderiam se resumir em torno das recomendações de Nombra e aos inconvenientes que trás em adotá-las. A uma corrente –onde me incluo- importariam mais as mulheres que a linguagem, e a outra corrente importaria mais a linguagem que as mulheres. De qualquer maneira, a todos esses esforços feitos devemos avanços incríveis, também, coincidências e acordos em torno da detecção do sexismo e ao lugar das mulheres na linguagem, a invisibilidade nos genéricos, a denúncia dos homens representando os conceitos da humanidade e de universalidade, a crítica a invasão do pensamento androcêntrico e da cultura patriarcal como referentes e tantas descobertas mais. E a todos os esforços devemos as extensas análises de dicionários, meios de comunicação, textos literários, linguagem coloquial e teses, artigos, livros, conferências, mesas redondas, apaixonantes e apaixonadas conversas sobre este problema, tanto na língua castelhana como em outras línguas.

MULHERES ESCRITORAS: HEROÍNAS MEMORÁVEIS E OCULTAS

Mais do que o falar, o escrever para as mulheres tem sido visto como a usurpação de um direito que não lhes pertence e, ademais, como uma prática inútil, como aquilo não lhes corresponde. Disse Virginia Woolf: Creio que passará ainda muito tempo até que uma mulher possa sentar-se a escrever um livro sem que surja um fantasma que deve ser assassinado, sem que apareça uma pedra no meio do seu caminho.

Do livro de Yadira Calvo À mulher pela palavra, me permito mostrar algumas histórias. A de Fanny Burney queimando todos os seus originais e colocando-se a fazer trabalho de ponto como penitência por escrever. A de Charlotte Brönte deixando de lado o manuscrito de Jane Eyre para descascar batatas. A de Jane Austen escondendo os papéis cada vez que entrava alguém, pela vergonha de que a vissem escrever. A de Katherine Anne Porter declarando haver tardado vinte anos para escrever uma novela. Era sempre interrompida por alguém que, em algum momento aparecia no meu caminho. Porter calculava que só pode empregar uns dez por cento de suas energias para escrever. Os outros noventa por centro usei para poder manter minha cabeça fora d´água, dizia.

Recordo essa foto de María Moliner remendando meias com um ovo de madeira, enquanto escrevia sua obra, Dicionário do uso do castelhano ia nascendo entre panelas e coadores. Leio as queixas de uma Katherine Mansfield reprovando a seu marido: Estou escrevendo mas tu gritas: São cinco horas, onde está meu chá? Ou o doce lamento de uma cubana do século passado que não assinou suas obras: Quantas vezes lentamente/ com plácida inspiração/ formei uma oitava na minha mente/ e minha agulha inteligente/ remendava uma calça! Por isso disse Virginia Woolf a propósito da duquesa de Newcastle: Sabia escrever na sua juventude. Mas suas fadas, caso tenham sobrevivido, se transformaram e hipopótamos.

Outro fato gravíssimo: a atribuição das obras das mulheres a outros, e em especial a seus maridos. Esse deve ter sido um fenômeno muito freqüente pois temos muitas referências. Desde o artigo publicado em 1866 por Rosalía de Castro As literatas: carta a Eduarda, onde a escritora faz essa advertência, até as palavras de Adela Zamudio, escritora boliviana do século XX: Se alguns versos escreve /de alguns esses versos são,/ que ela apenas os subscreve/ (Permita-me que me assombre.)/ Se é alguém não é poeta,/ Por que tal suposição?/ Por que é homem!

Estão também os fatos históricamente comprovados: o célebre caso de María Lejarraga, autora das obras assinadas por seu marido Gregorio Martínez Sierra. E o fato de que foi o marido quem proibiu a Zelda Fitzgerald de publicar seu Diário porque ele o necessitava para seu próprio trabalho. E as primeiras obras de Colette que apareceram assinadas com o nome de seu marido, que inclusive cobrou o dinheiro de sua venda. Alguém dirá que vou muito atrás e que a humanidade mudou nos últimos vinte séculos. Pois bem, no ano 2000 e na Espanha só dez por cento dos livros publicadas foram escritos por mulheres.

MUDAR A LINGUAGEM, MUDARÁ A REALIDADE

Não obstante, existem mulheres capazes de escalar a encosta do proibido, de roubar da vida esses dez por cento de energia necessários para manter a cabeça fora da água. E a mantém. E escrevem. E editam. E aquí seguimos todas as demais. Lutando e celebrando os novos êxitos. Estendendo a rede para que todas as mulheres da terra tenham direito à voz, à palavra. Sabendo que vemos o mundo através do tecido formado pela língua e motivadas pela certeza de que a linguagem sexista, a que aprendemos, contribui para a perpetuação do patriarcado. Sabendo também que quando tenhamos uma linguagem que nos represente mudará a realidade. Por isso seguimos adiante. E não adormecemos mais às meninas com contos de fadas. Dizemos que as boas meninas vão para o céu e as más vão para todos lugares. E que colorín colorado, esta historia no ha acabado.

In http://www.envio.org.ni/articulo/1149

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