O que é o PL 122?


Do site NaoHomofobia :

Nos últimos 30 anos, o Movimento LGBT Brasileiro vem concentrando esforços para promover a cidadania, combater a discriminação e estimular a construção de uma sociedade mais justa e igualitária.

A partir de pesquisas que revelaram dados alarmantes da homofobia no Brasil, a Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), juntamente com mais de 200 organizações afiliadas, espalhadas por todo o país, desenvolveram o Projeto de Lei 5003/2001, que mais tarde veio se tornar o Projeto de Lei da Câmara (PLC) 122/2006, que propõe a criminalização da homofobia.

O projeto torna crime a discriminação por orientação sexual e identidade de gênero – equiparando esta situação à discriminação de raça, cor, etnia, religião, procedência nacional, sexo e gênero, ficando o autor do crime sujeito a pena, reclusão e multa.

Aprovado no Congresso Nacional, o PLC alterará a Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989, caracterizando crime a discriminação ou preconceito de gênero, sexo, orientação sexual e identidade de gênero. Isto quer dizer que todo cidadão ou cidadã que sofrer discriminação por causa de sua orientação sexual e identidade de gênero poderá prestar queixa formal na delegacia. Esta queixa levará à abertura de processo judicial. Caso seja provada a veracidade da acusação, o réu estará sujeito às penas definidas em lei.

O texto do Projeto de Lei PLC 122/2006 aborda as mais variadas manifestações que podem constituir homofobia; para cada modo de discriminação há uma pena específica, que atinge no máximo 5 anos de reclusão. Para os casos de discriminação no interior de estabelecimentos comerciais, os proprietários estão sujeitos à reclusão e suspensão do funcionamento do local em um período de até três meses. Também será considerado crime proibir a livre expressão e manifestação de afetividade de cidadãos homossexuais, bissexuais, travestis e transexuais.

Apesar dos intensos esforços e conquistas do Movimento LGBT Brasileiro em relação ao PLC 122, ainda assim, ele precisa ser votado no Senado Federal. O projeto enfrenta oposição de setores conservadores no Senado e de segmentos de fundamentalistas religiosos. Por este motivo, junte-se a nós e participe da campanha virtual para divulgar e pressionar os senadores pela aprovação do projeto.

Para ler o projeto de lei na íntegra, clique aqui.

Políticos que são contra a causa LGBT :

  • ANTHONY GAROTINHO – Candidato a Deputado Federal (PR-RJ): Contra o “casamento gay”
  • AGNALDO MUNIZ (PPS RO): “Quero apenas manifestar-me com relação ao projeto de lei que reconhece a união civil de pessoas do mesmo sexo. Estaremos, a bancada evangélica e grupo de representantes de entidades religiosas, fazendo manifestação contrária. (…) O País deve apreciar questões importantes. Não podemos parar a Câmara dos Deputados para apreciar projeto de casamento de homem com homem e mulher com mulher, que vai de encontro aos bons costumes e à família. Este momento que estamos vivendo é para levantar a bandeira dos bons costumes, cuidar da família, célula mater da sociedade brasileira e do mundo.”
  • ARTHUR VIRGÍLIO – Senador (PSDB-AM): Contra PL 122/06
  • BISPO RODOVALDO – Deputado Federal (DEM-DF): Manifestações contra a aprovação da PL 122/06
  • BISPO RODRIGUES (PRB RJ): “mesmo que o projeto não legalize o casamento gay, abre a porta. Isso vai contra as leis naturais ditadas por Deus”.
  • CARLOS BATATA – (PSDB PE): “O DEPUTADO FEDERAL CARLOS BATATA É ABSOLUTAMENTE CONTRA O PROJETO DE LEI Nº 1151-95 QUE TRATA DA UNIÃO DE PESSOAS DO MESMO SEXO. TENDO EM VISTA OS DANOS MORAIS QUE PODEM CAUSAR AO CONCEITO CRISTÃO DE FAMÍLIA INDO TOTALMENTE CONTRA A PALAVRA DE DEUS, SENDO TAL ATO ABOMINÁVEL A DEUS.”
  • CARLOS APOLINÁRIO – Vereador (DEM-SP): Homofobico convicto
  • DEMOSTENES TORRES – Senador (DEM-GO): Contra PL 122/06;
  • DOM DADEUS GRINGS Arcebispo de Porto Alegre: “assim como hoje se fala em direitos dos homossexuais, daqui a pouco vão achar os direitos dos pedófilos”.
  • EDUARDO CUNHA – Deputado Federal (PMDB-RJ): “Heterofobia”
  • EXPEDITO JÚNIOR (DEM RO): “Com todo respeito… Deus não iria perder seu precioso tempo para ficar olhando para tal atrocidade… se isso não é pecado, então é o quê??????”
  • GERSON CAMATA – Senado (PMDB-ES): Citou o Papa como elemento para influenciar a não aprovação da PL 122/06
  • GERSON PERES (PP PA): “o argumento fundamental é que a homossexualidade fere componente da formação da lei: o racional, o natural, a lógica e o ético”.
  • GIVALDO CARIMBÃO (PSB AL): “Ao chegar à Câmara dos Deputados e ler a Ordem do Dia, constatei que está em pauta, para ser discutido e votado, o velho e tão discutido projeto que dispõe sobre a união de homossexuais. De antemão, digo que sou absolutamente contra, porque não é justo e entendo perfeitamente, sem nenhum sofisma que existam homens que entendem de viver com homens, e mulheres que entendem de viver com mulheres. Em hipótese alguma podemos concordar com a abertura de uma situação que existe no popular: o casamento homossexual. Entendo tratar-se de abertura perigosa. Não podemos começar a oficializar esse tipo de comportamento, já existente na sociedade, pois a família é o lastro da sociedade. Casei-me com dezessete anos. Portanto, estou casado há 25 anos e muito bem casado, Graças a Deus. Não posso aceitar isso. Como cristão e como homem, entendo que (…) Deus trouxe ao mundo o homem, Adão, e Eva, a mulher, tirada de sua costela, exatamente para darem início à primeira família da Terra. Não é possível convivermos com alguém que quer destruir a família. Imaginem dois seres do mesmo sexo morando juntos dois homens , e, de repente, uma criança é criada no meio de duas pessoas desse nível, dizendo: ‘são meus pais’ ou ‘são minhas mães’. Não consigo, como cristão, como homem que tem um compromisso com a vida, aceitar esse tipo de comportamento.”
  • INDIO DA COSTA (DEM RJ): “Não somos contra os direitos dos homossexuais, mas não somos a favor que se criminalize, como propõe o PL 122, as pessoas que têm opinião contrária a essa prática”, afirmou Indio
  • INOCÊNCIO OLIVEIRA (PMDB PE): “Gente, sou carola! Pode ir à votação, mas vou fazer o discurso mais duro da minha vida. Contra, claro”. O líder pefelista apresentou 10 projetos de lei e 2 projetos de decreto legislativo, um dos quais propõe plebiscito sobre o aborto, a união civil e prisão perpétua por ocasião de eleições gerais.
  • JAIR BOLSONARO (PP-RJ) Homofobico declarado.
  • JAIRO PAES DE LIRA (PTC SP) Como bom representante do partido que traz o cristianismo até no nome, o coronel – que assumiu a vaga de Clodovil Hernandes na Câmara dos Deputados, assim que o apresentador de TV faleceu, no início desse ano – defende a criação de um projeto de lei que proíbaexplicitamente o casamento homossexual.
  • JEFERSON PRAIA – Senador (PDT-AM): Contra PL 122/06;
  • JEFFERSON CAMPOS (PSB-SP) ´Há um sentimento muito negativo, não só na bancada evangélica, mas nas famílias. Crianças nessa fase de formação não têm estrutura para observar coisas dessa natureza. Temos nos articulado para barrar esse kit. Nós vamos tentar com o ministro (da Educação) evitar a distribuição do material`
  • JORGE WILSON (PMDB RJ): Votou contra a PCR na Comissão Especial destinada a apreciar o PL 1.151/95, em dezembro de 1996.
  • JOSÉ LINHARES – Deputado Federal (PP-CE): “Homossexuais não tem os mesmo direitos”
  • JOSÉ SARNEY – (PMDB AP): “Ainda que uma união homoafetiva se configure na convivência pública, contínua e duradoura, com a intenção de constituir “família”, tal conjunção não é caracterizada como entidade familiar por nosso ordenamento jurídico (…)” E ainda: “a união homoafetiva sequer encontra-se prevista no nosso ordenamento como situação jurídica a ser amparada, mas – e neste ponto acertam os tribunais – como sociedade de fato”.
  • JOSÉ SERRA – (PSDB SP): Serra dizendo que iria vetar o PLC 122 em pregação da Assembléia de Deus .Serra se alia ao Pastor Homofóbico Silas Malafaia na campanha eleitoral de 2010.
  • JOSUÉ BENGTSON (PTB PA): “Quero citar passagem da Bíblia, palavra de Deus, que nos diz: ‘Feliz a nação cujo Deus é o Senhor’. Essa matéria é afronta ao cristianismo, aos católicos, aos evangélicos, aos espíritas e a todos que têm fé espiritual. Não tenho nada contra a opção sexual de cada pessoa, mas querer transformá-la em casamento homossexual, julgo absurdo, pois o Brasil não precisa de lei dessa natureza.”
  • JULIO SEVERO: “Escritor” e ativista cristão. Abandonou o Brasil, em 2009, como “única alternativa” depois que o o Ministério Público Federal aceitou queixa da Parada do Orgulho Gay de São Paulo e outras organizações LGBT contra o conteúdo “homofóbico” veiculado em seu blog, que chegou a ser retirado do ar pela Google do Brasil — decisão essa revertida depois de alguns dias.
  • LAEL VARELLA (DEM MG): “Venho recebendo inumeráveis manifestações no sentido de impedir que o Brasil se transforme na Sodoma do século 21. São solicitações do Brasil inteiro para impedir que a Câmara dos Deputados aprove o vergonhoso projeto que legaliza o chamado ‘casamento’ homossexual. Transformar tal projeto em lei é o mesmo que legalizar o pecado protuberante, atroz (…) Esse projeto aberrante visa equiparar essa união espúria e imoral ao casamento legítimo e abençoado por Deus. A prática homossexual, além de atentar contra a própria natureza humana, é um pecado que ‘brada aos Céus e clama a Deus por vingança’, como ensina a doutrina católica. A aprovação de lei deste naipe atrairia seguramente a vingança de Deus sobre o Brasil.”
  • MAGNO MALTA – Senador (PR-ES): Contra a PL 122/06 e declarou que “ser gay é pecado”
  • MARCELO CRIVELLA – Senador (PRB-RJ): Contra TODOS os projetos de lei que reconhecem direitos aos homossexuais “homossexualidade é antinatual”
  • MARCO FELICIANO (PSC-SP) “Se toda a literatura homofóbica tem que ser arrancada da prateleira a bíblia não vai poder mais ser distribuída nem lida”
  • MARIA DE LOURDES ABADIA – Senadora (PSDB-DF): Contra PL 122/06 e homossexuais “podem” ser doentes;
  • MARINA SILVA (PV-AC) a ex senadora recusa-se a aceitar o caráter laico do Estado Brasileiro, negou-se a segurar e apoiar a bandeira gay, e foi responsável na última eleição presidencial pelo debate de temas ligados à religião, dando ao processo um caráter iminentemente conservador. Contra PL 122/06; sempre se recusou a votar qualquer medida que beneficiasse os LGBTs, introduziu temas conservadores e moralistas na última eleição, se opõe ao Casamento Civil Igualitário;escondeu a bandeira gay em evento, afirmando que essa não é sua bandeira;
  • OLAVO CALHEIROS – Deputado Federal (PMDB-AL): Projeto de lei que proíbe a adoção po homossexuais
  • PAPALÉO PAES – Senador (PSDB-AM): Contra PL 122/06;
  • PASTOR AMARILDO (PP TO): “o conselho quer tornar público o que essas pessoas estão fazendo, promovendo a inversão da natureza humana que Deus nos deu. A norma de que todos são iguais só é válida enquanto não interferir na lei maior, que é a lei de Deus, que nunca deixou de dizer que o sexo entre iguais é uma abominação, como são a pedofilia e a pederastia”.
  • PEDRO WILSON – Deputado Federal (PT-GO): Contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo.
  • PHILEMON RODRIGUES (PR MG): Concordar com essa sugestão abominável significa voltar as costas ao Criador. (…) A autora está desrespeitando as mulheres, querendo tirar o direito e o prazer que Deus deu às mulheres de fazer sexo conforme Deus permite à sua criatura. Passar este privilégio para os homossexuais é um desrespeito às mulheres. Nesta Casa, há muitas parlamentares que representam o povo. São elas que têm este direito e não os homens. Como vamos permitir que dois homens se unam por um contrato civil, desrespeitando o que institui a Constituição Federal: que só pode ser feito contrato civil entre homens e mulheres? (…)”
  • RENATO CASAGRANDE – ex- Senador (PSB-ES): Contra PL 122/06; atual governador do ES;
  • ROBERTO REQUIÃO – ex-Governador (PMDB-PR): Ofende gays publicamente e citou que o câncer de mama masculino é devido às Paradas Gays. Entretanto pediu desculpas a comunidade gay pelo ocorrido.
  • RODOVALHO (DEM-DF) promoveu uma manifestação contra a provação do PL 122 que prevê a criminalização da homofobia
  • RONALDO FONSECA (PR-DF) é o cara que articula o questionamento do IF conjunto para casais do mesmo sexo.
  • SALVADOR ZIMBALDI (Ex-PSDB, PDT SP): Votou contra a PCR na Comissão Especial destinada a apreciar o PL 1.151/95, em dezembro de 1996. Em seu atual mandato, o tucano paulista apresentou nove projetos de lei. Um deles dispõe sobre a profissão de cabeleireiro. Um outro transforma São Tomás Moro patrono dos governantes políticos brasileiros.
  • SEVERINO CAVALCANTI (PP PE): ‘Não podemos aceitar que setores interessados na total destruição do sistema familiar, no núcleo da Família constituída por um pai (Homem) e uma mãe (Mulher) venham a nos impingir as suas leis, a pretexto de atender aos direitos de uma minoria, já contemplada pela legislação brasileira. Que os homossexuais tenham a sua vida privada, tudo bem. Mas casamento, só entre um Homem e uma Mulher. Esta é a Lei de Deus, da Natureza. Dos grandes países que se preocupam com o futuro dos seus filhos. Com a boa formação moral dos seus filhos. Dos países e homens públicos que respeitam a família, célula mater de qualquer sociedade.” ‘
  • SILAS CÂMARA (PTB AM): “Gostaria de falar sobre o momento que atravessa o Brasil em que tantas questões relacionadas à ética, moralidade e honestidade, são suscitadas, ocasião em que o País fica praticamente parado. Membro da banca evangélica, quero mencionar a falta de critério para colocar em votação o PL nº 1.151-A, que trata da união civil entre pessoas do mesmo sexo, por entender que há projetos prioritários e de importância vital para a Nação. Enquanto há homens lutando contra, outros tentam provar sua força; há confusão imensa no País. Existem inúmeros projetos tramitando na Câmara dos Deputados. E como se isso fosse pouco, tenta-se afrontar Deus com argumentos antibíblicos, que precisam ser repensados por esta Casa.”
  • VALTER ARAÚJO (PTB SP) Segundo ele, o PL 122 fere a Constituição brasileira. “Mesmo que lei seja aprovada, só será aplicada depois que o homossexual estiver morto. O que ela (Fátima Cleide) deveria fazer era investir em educação da população, para acabar com o preconceito”
  • VALTER PEREIRA – Senador (PMDB-MS): Contra a PL 122/06
  • JOSÉ SERRA (PSDB) exgovernador de São Paulo, ex Prefeito de São Paulo; prometeu vetar O PLC 122 caso eleito;
  • MÃO SANTA – Senador (PSC-PI): Contra PL 122/06;
  • WALDIR AGNELLO (PTB SP) O PL 122 “deve ser rejeitado e definitivamente engavetado”
  • WAGNER SALUSTIANO (PP SP): Votou contra a PCR na Comissão Especial destinada a apreciar o PL 1.151/95, em dezembro de 1996. Na atual legislatura, apresentou duas propostas de emenda constitucional e 18 projetos de lei. Entre os quais, o que proíbe a venda de cosméticos sem prescrição médica, e um outro, que transforma a segunda-feira de Carnaval no “Dia Nacional da Oração”. Há também um projeto que determina o isolamento, nas penitenciárias, de portadores de moléstias infecto-contagiosas e de doenças sexualmente transmissíveis.
  • WALTER BRITO NETO – deputado Federal (PRB-PB): Projeto de Lei que proíbe a adoção por homossexuais
  • ZEQUINHA MARINHO – Deputado federal (PSC-PA): Autor de mais um projeto de lei que proíbe a adoção por hoossexuais
  • JUIZ MANOEL MAXIMIANO JUNQUEIRA FILHO, da 9ª Vara Criminal de SP. Julgou em 2007 o caso Richarlyson e afirmou em sentença de arquivamento que futebol não era jogo para homossexuais e que gays deveriam fundar uma federação – o magistrado está Censurado desde 2008 pelo Tribunal de Justiça paulista.
  • Álvaro Dias (PSBD-PR) – PLC é desnecessário, diz o senador Álvaro Dias
  • José Camilo Zito (PSDB) – Prefeito de Duque de Caxias. Proibiu a quarta Parada Gay na cidade por conta de cartas de pastores e da igreja católica apelando contra o evento.
  • Deputado Bispo Gê (DEM-SP) Ex-deputado. Várias declarações homofóbicas, contra o PLC 122, contra o Casamento Civil Igualitário, e contra a adoção de crianças por casais homoafetivos.
  • João Campos (PSDB-GO) – Deputado Federal, presidente da Frente Parlamentar Evangélica, contra as causas do Movimento LGBT.
  • Luiz Bussuma (PV-BA) – É contra a adoção de crianças por casais homoafetivos.
  • Samuel Malafaia (PR-RJ), irmão do pastor Silas Malafaia, que além de ser contra PLC 122, empreende campanha sistemática contra os homossexuais e qualquer direito que os beneficie, estabelecendo paralelos entre as leis que protegem os direitos dos homossexuais com direito dos pedófilos a ter livre vontade sexual com crianças e adolescentes.
  • Marco Maia (PT-RS) – Deputado Federal, presidente da Câmara Federal, não se trata de um homofóbico. Entretanto, colocou-se recentemente contra a discussão do tema da “união homossexual” (sic) (termo correto: “Casamento Civil Igualitário” – medida de consolidação da igualdade civil entre todos os cidadãos independentemente da orientação sexual). Afirmou: “Assuntos (aborto e casamento igualitário) não serão prioridade em 2011. (…) Estou preocupado com uma agenda positiva.” Declarou-se favorável a um plebiscito sobre essas questões, ignorando que consultas plebiscitárias não são legítimas quando se trata de direitos humanos.

Mais informações: Ação Anti-homofobia – Alexandre Ivo: http://www.facebook.com/home.php?sk=group_176922435679123&ap=1

Pornô? Não, obrigada.


Eu agradeço por ter compreendido do que a pornografia se trata na primeira vez que assisti a um filme porno. Fiquei excitada, lógico, mas era uma excitação amarga pelo conteúdo do que eu estava assistindo: uma mulher sendo usada e abusada.  Assisti outros filmes depois daquele, por curiosidade,  para ver se tinha algum diferente e nada. O desconforto era sempre o mesmo. E daí para não querer mais aquilo para mim, fui um pulo. Não me faz falta. Uma das razões que atribuo para não ter aceito a pornografia como uma forma legítima de expressão da sexualidade,  foi o fato de ter tido contato muito tarde para os padrões atuais. Isso possibilitou que mesmo tendo ficado excitada, eu pudesse filtrar o que estava  vendo e conseguir identificar a violência, o desprezo pelas mulheres, a submissão e a inferioridade a que a mulher do filme estava sendo submetida e simbolicamente todas nós. Se não, talvez eu tivesse apenas ficado excitada, teria gostado e achado que aquilo era normal e representava o que o sexo deveria ser. Hoje, as crianças e adolescentes tem acesso livre a todo tipo de pornografia, sem ter desenvolvido sua personalidade e seu senso crítico e acabam encarando a pornografia como algo normal. E se tornando consumidores, alguns compulsivos.

Já assisti porno ‘feminino’ também, porque li entrevistas com as diretoras desses filmes e disseram que estavam propondo uma nova forma de pornografia.  Vi e conclui que nada mais é do que o velho porno soft de sempre.  Dispenso também. E hoje eu tembém agradeço a minha experiencia negativa com a pornografia, porque sei que se trata da exploração sexual de seres humanos. Eu não vou me permitir me excitar com isso.

Da minha perspectiva de ser humano mulher, eu realmente não entendo o porquê de eu precisar da pornografia para viver a minha sexualidade satisfatoriamente, ainda mais do jeito que as mulheres são tratadas nos filmes. Aliás, eu não preciso nem para me masturbar. Como mulher e mãe de uma menina não desejo que eu, nem minha filha e nem filhas de outras mulheres estejam engajadas na prostituição e na prostituição da pornografia. Se eu como mulher, não desejo isso para mim, porque vou achar tolerável e aceitável  para outras?

Eu seria incoerente com minha condição de mulher e feminista se concordasse que é libertário e empoderador , uma mulher explorando mulheres na pornografia. Só o fato de saber que mulheres e crianças traficadas são forçadas à pornografia e prostituição, já é motivo suficiente para que eu seja contra.

Tentar subverter a pornografia ao feminismo nada mais é do que tentar tornar as premissas de inferioridade, autoridade patriarcal e submissão femininas mais palatáveis às mulheres. Ou seja, não se muda nada, apenas se adapta e a dominação continua a mesma. As diretoras de porno “femininista” nada mais estão do que adicionando mais um tijolinho na manutenção do patriarcado e fazendo isso ás custas da exploração de outras mulheres. Isso pra mim tem nome: CAFETINAS.

A estética da submissão num filme porno feminino: mulher algemada

Como alguém pode se dizer feminista, como essas diretoras (sic) e ainda estar explorando o corpo e sexualidade de outras mulheres pelo lucro?  ‘Feminismo’ capitalista pornográfico da industria do sexo pela ‘liberação’ das mulheres?  Blé… Liberação nos moldes patriarcais, com certeza.

Mulher diretora de filmes pornos = feitora de mulheres no patriarcado capitalista da industria pornográfica.

Mulheres diretoras de filmes pornos = mulheres a serviço da manutenção da exploração sexual de outras mulheres.

Mulheres diretoras de filmes pornos = mulheres que apoiam todo tipo de pornografia, uma vez que estão lucrando com a mesma, atendendo a um nicho especifico do mercado.

Porque você paga, existe a exploração sexual de mulheres, crianças e adolescentes na prostituição. Pelo Fim Da Violencia Contra Mulher

Porque você assiste, existe a exploração sexual de seres humanos, principalmente mulheres, na pornografia. Pelo Fim Da Violencia Contra Mulher

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“Duas convenções da pornografia leve e da pesada penetraram na cultura feminina. Uma “apenas” transforma em objeto o corpo feminino; a outra comete violência contra ele.”  Naomi Wolf

“Pornografia e agressão sexual: associações de representações violentas e não violentas de estupro e estupro propensão Todos os tipos de material pornográfico (soft core, hardcore, violento e estupro) foram correlacionados com o uso de coerção verbal e o uso de drogas e álcool para as mulheres sob coação ao ato sexual. Todos os tipos de pornografia foram correlacionados com o estupro. Aqueles que relataram exposição maior ao uso da pornografia violenta tinham seis vezes mais probabilidade de relatar ter estuprado do que aqueles no grupo de baixa exposição. Probabilidade de obrigar uma mulher a manter relações sexuais foi correlacionado com o uso da pornografia hard core, pornografia com violencia e uso da pornografia com estupro, mas não soft core. Probabilidade de estupro foi correlacionado com todos os tipos de uso da pornografia.” Boeringer, S.B. (1994). Pornography and sexual aggression: Associations of violent and nonviolent depictions with rape and rape proclivity. Deviant Behavior, 15, 289-304.

“As diretoras feministas colocam essa nova consumidora como alvo de seus filmes. Os enredos têm tramas mais complexas (algumas até com pretensões experimentais) em que os sentimentos das mulheres são levados em conta. Um exemplo, extraído do filme Five hot stories for her, da diretora Erika Lust: a mulher chega em casa e encontra o marido com outra, na cama. Em vez de terminar em ménage, como seria obrigatório num roteiro de pornô clássico, a cena toma outra direção. A mulher traída vai embora e procura sexo com outro homem. Há, nos filmes, muito sexo entre mulheres (há um mercado de lésbicas a ser atendido) e sexo entre homens, algo que excita as mulheres (a diretora Courtney Trouble se especializou em gays underground). Os homens são invariavelmente bonitos, em vez de truculentos. Se fosse possível resumir o movimento em um única imagem, seria algo como o seriado Sex and the city com sexo explícito. Com essas inovações, subverte-se a lógica da pornografia que deixava as feministas iradas. Elas acusavam os filmes feitos por homens de degradar a imagem da mulher e de incitar a violência sexual ao mostrar apenas a realização de fantasias masculinas: mulheres submissas que fingiam prazer e serviam de objeto sexual. Uma frase da americana Robin Morgan resume o ponto de vista das feministas sobre a pornografia tradicional: “A pornografia é a teoria, o estupro a prática”.

A invasão da indústria de entretenimento adulto [indústria de exploração sexual de pessoas pelo lucro ] pelo ponto de vista feminino começou quando pioneiras, como a americana Candida Royalle, decidiram mostrar suas ideias. No fim da década de 70, Candida, então atriz pornô que se dizia insultada pelos filmes que ela própria encenava, procurava empresas dispostas a colocar no mercado os filmes que ela planejava produzir, seguindo o que sua consciência mandava. Ela diz que sonhava com filmes que excitassem de verdade as mulheres: com uma história criativa, e não um pretexto simplista para os atores tirarem a roupa em menos de meio minuto: “Queria ver homens que parecessem ter cérebro, e não apenas um pênis ereto. E que se preocupassem em dar prazer às parceiras”. Ainda na década de 80, Candida conseguiu uma distribuidora, montou a própria produtora, a Femme Productions, e começou a fazer sucesso com filmes como Three daughters, que contava as descobertas sexuais de três irmãs.”

(…)”Na verdade, os filmes pornográficos surgiram quando as imagens em movimento foram criadas, com o propósito apenas de mostrar o que as prostitutas faziam, coisas que você nunca pediria à sua boa esposa. Mas eles continuaram assim por muitos anos. (…) Porque o objetivo é despertar as fantasias dos homens, não mostrar mulheres tendo prazer. E as fantasias dos homens e das mulheres são diferentes. A grande fantasia deles é entrar em um quarto e a mulher desejá-lo tanto que ela se ajoelha e lhe faz sexo oral. Para as mulheres, a fantasia é um homem muito romântico, que passa um bom tempo tentando seduzi-la.(…) Mas estou um pouco desapontada porque o trabalho de algumas mulheres que estão entrando no mundo dos filmes adultos não é assim tão diferente do pornô comum. Alguns desses filmes são um pouco grosseiros e muito explícitos. É difícil ver alguma diferença em relação aos pornôs comuns. E isso é muito irritante. Infelizmente, algumas pessoas acham que apenas colocar o nome de uma mulher como diretora torna o filme feminista. Candida Royalle, diretora de filmes pornos femininos

“Mas há algumas diretoras – cujos nomes eu não gostaria de citar – que estão fazendo de maneira exatamente igual ao que um homem faria. Elas copiam o que é feito na indústria principal.(…)Porque elas podem vender mais, é mais comercial. Eu não tenho problemas com mulheres que fazem isso. Acho que todo mundo é livre para fazer o tipo de filme que quiser ou que gostar. Mas não me venha mostrar cena de ejaculação no rosto de uma mulher e se chamar de “diretora feminista”. Afinal, não somos só empreendedoras que fazemos esses filmes por dinheiro. Estamos lutando por liberdade sexual. Há uma mensagem por trás dos filmes, essa é diferença entre as feministas de verdade e as outras diretoras.” Petra Joy, diretora de filmes pornos femininos

http://migre.me/3T6t4

“A exposição dos adolescentes a um ambiente de mídia sexualizada e suas noções de mulheres como objetos sexuais: A exposição a filmes de sexo explícito online foi significantemente relacionado com as crenças sobre as mulheres como objetos sexuais para ambos os sexos masculino e feminino 13-18 anos de idade, em pesquisa com adolescentes holandeses.” Peter, J. & Valkenburg, P. (2007). Adolescents’ exposure to a sexualized media environment and their notions of women as sex objects. Sex Roles, 56, 381–395.

 

“Não podemos usar as ferramentas do Senhor para desmantelar a casa do Senhor”. (Audre Lorde)

“…não acredito que o oprimido possa empregar a violência do opressor, ja q esta é construida em anos de história, na institucionalizaçao desta… creio que ela falava sobre assimilacionismo, sobre usar meios como pornografia, prostituiçao ou liberalismo para contrapor Patriarcado, reinventá-lo… ” Texto de Jan numa comunidade feminista do Orkut [e reinventá-lo, significa apenas que o patriarcado continuará existindo ]

Acho que a frase da Audre Lorde resume tudo o que penso sobre porno não-‘sexista’ ou narrativas sexuais ‘não-sexistas’ ou pornôs femininos ( me recuso a chamar isso de pornô “feminista” ).

As diretoras “feministas” criam seu material porno para o público feminino, mas ao mesmo tempo também se abre espaço para que mulheres produzam e dirijam filmes pornos mainstream exatamente como os homens fazem, querem e gostam. O tal porno ‘não-sexista’, ou “feminista”, ou feminino ou ‘narrativas sexuais não-sexistas’ corroborado por essas diretoras que reivindicam uma pornografia feminina, mas elas reconhecem que o mercado já tratou de providenciar mulheres para dirigirem filmes que não ficam nada a dever aos que já são produzidos. Não mudará nada. Pornos femininos ou ‘narrativas sexuais não-sexistas’ são apenas mais uma alternativa no mercado de exploração sexual das mulheres, queiram as diretoras reconhecer isso ou não.

Não considero a pornografia como algo além da burocratização das relações afetivo-sexuais das pessoas. Pornografia de qualquer modo, feita por quem for, é exploração e comercialização sexual de seres humanos. Mulheres fazendo pornografia para mulheres são falocratas pornocratas cafetinas de corpos femininos. Exploradoras e manipuladoras que copiam os modelos patriarcais de exploração sexual do corpo feminino e que demonstram não passar de nada além de capitalistas que resolveram lucrar com outras mulheres _ e ainda usam como desculpa o feminismo, como se o feminismo tivesse lutado para que o sexo fosse explorado como negócio _ exatamente como os homens vêm fazendo desde sempre na indústria de exploração sexual. Com a desculpa de que estão fazendo um porno diferente, estão nada mais nada menos, atendendo a um nicho do mercado, enquanto implícitamente apóiam todos os outros, pois continuarão as mulheres sendo usadas tanto em um como em outro.

Não aceito que uma mulher, ainda mais se denominando como “feminista”, venha dizer que está mudando os parâmetros pornos apenas porque coloca as mulheres fazendo sexo e dispensando alguns paradigmas comuns em pornos feitos pelos e para os homens. Tanto o porno feminino, quanto o mainstream, o soft, o bdsm são normatizações do sexo, exploração do sexo e exploração e venda de corpos humanos ( a prostituição de sempre ). As pessoas estão ali para serem ‘voyerizadas’, eu diria até vampirizadas, por todos aqueles que se envolvem na pornografia: os que patrocinam, os que dirigem, os que assistem.

Libertário, modificador, transmutador seria se questionar do porquê existir a pornografia dentro da cultura patriarcal, do porquê a sexualidade humana ter que ser aviltada e comercializada. Isso é querer mudar os paradigmas. Pegar o que já existe, aliviar na violência e na explicitação das imagens, não é libertador, aliás é o soft porn de sempre. É apenas reconhecer que o patriarcado capitalista misógino e sexista ganhou a batalha ( mas quem sabe, ainda não a guerra? ) e se adaptar ao que é inevitável ( o tal assimilacionismo ).

O pornô não deixou de ser pornô, porque algumas mulheres resolveram dirigir filmes. Pela descrição vemos que cada uma direcionou seu trabalho para um nicho de mercado dentro da indústria que vai do soft porn ao hardporn.

E o pior dessa história de porno feminino, é que existem aquelas que também fazem o porno nos moldes tradicionais e por isso, fica evidente que o pornô voltado paras as mulheres, não tem nada a acrescentar a não ser atender à demanda criada pela pornocracia falocrata capitalista. Sobre isso, o dono da Vivid, uma das maiores produtoras de vídeos pornográficos, sinalizou: “Fazemos pornos femininos porque as mulheres gostam de historinha, romance e nós damos isso a elas.”

Não há possibilidade de existir uma pornografia ‘não-sexista’, uma vez que se trata de prostituição ( sexo pago, pessoas pagam para que outras façam sexo e outras assistam ) de seres humanos e toda prostituição é exploração e sexismo. No meu entender, devemos tornar a pornografia desnecessária e deixar que as pessoas vivam sua sexualidade e afetividade entre si, na sua intimidade, sem copiar estereótipos ditados por preferências individuais dos que produzem e dirigem e dos capitalistas e baseadas em pressupostos  de massificação de comportamentos. A quem interessa essa massificação, essa manipulação da afetividade humana?

Quando deveríamos lutar pelo fim da prostituição, lutamos pela legalização?

Quando deveríamos lutar pela desnaturalização da pornografia, fazemos pornografia feminina?

Nosso modelo de pornografia, nosso modelo de prostituição?

Pagamos à uma mulher pelo seu corpo, para que faça sexo “didático”, faremos com que tenha orgasmos “verdadeiros” para diferenciar da pornografia mainstream?

Pagamos à uma mulher pelo seu corpo para que faça sexo, mas não seremos escatológicos como o porno maisntream. Não faremos aqueles closes, não pediremos que gritem de falso prazer, não faremos com que sejam xingadas e espancadas. Seremos mais clean, mais românticas!?

Pagamos a uma mulher para que faça sexo, mas lhe daremos uma “história”, um contexto, nada será gratuito, ela terá que fazer sexo, mas do jeito “verdadeiro”, e como sou eu que dirijo, é a minha visão, é do meu jeito, e não do jeito do homem: o jeito do homem, neste caso se resume a que ainda é venda e compra de sexo?  Mas comprar sexo e impor o seu jeito de fazer sexo, não é em última análise, o que o patriarcado vem fazendo conosco desde sempre?

Pagamos para que uma mulher faça sexo, exatamento como na prostituição exercida pelos homens, mas como somos nós, mulheres, as agenciadoras, as consumidoras, as empregadoras, a prostituição da nossa pornografia feminina é mais light, não-sexista, de mulher para mulher? Afinal, nós mulheres precisamos aprender o sexo. Somos o sexo, o personificamos.

Fazemos a “nossa” pornografia da prostituição legalizada do mercado de vídeos e damos nossa contribuição para o abastecimento desse mercado. Sexo é mercadoria. A mulher é mercadoria. Mas somos agora mercadoria e objeto segundo “nossos” termos, pois somos nós que produzimos a “nossa” pornografia ( I choose my choices ). Escolhemos ou assimilamos que é esse o nosso lugar e apenas o reproduzimos?

E o mercado, a indústria do sexo aprecia a nossa contribuição por atendermos um nicho desse mercado. Os homens agradecem, pois agora podem justificar tudo o que fizeram e continuarão fazendo na pornografia, porque nos engajamos nela: ‘Se as mulheres fazem, porque não nós?’ e ‘Se as mulheres gostam porque não podemos gostar do nosso jeito?’

Eu não me iludo com essa história de que essas mulheres estão “revolucionando” o mercado pornográfico por estarem filmando sexo explícito pelo “olhar feminino”. Onde está a solidariedade feminina dessas diretoras que se propõe a explorar sexualmente outras mulheres pelo lucro? Ser dirigida por uma mulher não torna a prostituição da pornografia menos prostituição. Muito pelo contrário, apenas quer dizer que pelo lucro algumas mulheres estão dizendo que se os homens exploram as mulheres de um jeito, elas agora estão dizendo como as mulheres podem continuar sendo exploradas. No final das contas nada mudou para a parcela feminina separada e sacrificada para que elas e os homens continuem lucrando com a sexualidade humana. E nós mulheres em geral, continuamos sendo tratadas como objeto e mercadoria.

Pornografia = prostituição = patriarcado = exploração = capitalismo = lucro

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